terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

(Des)Cafeinado



Quantos torrões meu senhor?
Ou preferes um adoçante?
Sabes que a asa da xícara em incapaz de voar, (será?)
E que o pires não sustenta teu cansaço.
Beba-me, pois este é meu sangue que foi derramado por vós,
Nem que seja em goles tão secos,
Em atrito com tua boca.

Quantas colheres meu senhor?
Ou no momento, necessita-se de uma faca?
Talvez tal bebida permaneça amargurada,
De tantas ideias borbulhantes,
De paixões que se prevalecem mornas.
Então navegue sobre as águas deste Mar Negro...
Tão negro como teus pesadelos.

Cappuccino meu senhor?
Ao invés de beber pelo gargalo do bule?
Pois a cafeína lacrimejada já escorre pela garganta áspera,
E a borra já entope teus orifícios.
Espero que não morra de tuberculose em plena madrugada...
Coffee, Coffee, Coffee, Coffee, Coffee! (tosse)