terça-feira, 29 de maio de 2018
Eu, expulso da minha própria poesia!
Eu fui expulso da poesia
Não não me quiseram lá
Tampouco, para escrever.
Não sou bem vindo e indo
Despejaram meu silêncio
E enxotaram meros versos
Jogaram-me numa sarjeta
Até que eu morresse mais.
Mesmo assim, saí receptivo
Fundei a Academia de Mim
De patrono, a minha solidão.
Recitada, ressentida no fim
Não parece muito para tais
Mas venho aderindo mérito
Com a maior crítica vigente:
Ser a minha existência afora.
sábado, 26 de maio de 2018
Meio meia, meia meio
Eis que, minha poesia meia-boca
Vai dizendo então, meias-palavras
Deste dito poeta, mais ou menos.
Assim, de lá para cá/aqui ou acolá
O que seria feito disso ou aquilo?
O porquê do porquê ao escrever?
Logo eu, tão malcuidado com tal
Vou rimando meus erros vérsicos
Ao ponto de não existir vírgula...


