segunda-feira, 29 de setembro de 2014
O amor de um triste
Não escreva se ele não te ama
E nem leia se ninguém te quer
Não chore entre o riso da boca
Eu quero te dá aquilo que falta
O que te faz sofrer até ao amar
Por favor, não pense em dores
Juro que odeio enquanto sente
Só não durma em mim ou seja
Aquilo que tenta ser, meu bem.
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Amem e Amém!
Um amor só existe
Em cheiro de café
Num beijo afundo
Este corpo inteiro.
Meu amor insiste
Teima de timidez
E mesmo em nós
Estamos sozinhos.
O amor já desiste
Quando não vive
Nem sequer hoje
Para ser passado.
Amor, e eu triste
Gosto nos outros
Sem saber o que
Se amo em você
Quem é também.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Poesia de todo mundo
Seja bem vindo
Ao que escrevo
Cabe você aqui
E num só verso
Ao ponto de eu
Unir-se em nós
Em quase nada
O que já é tudo.
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Dordôr
Dolorosamente o mundo
Sente o que seria o amor
Enquanto nós, tão doídos
Sentimos a vida dolorida.
O amor sabe ser doloroso
Ame, com todas as doresPois doer-se é necessário.
Não importa quem sente
Aquilo que dói em você
Afinal, a dor não é só eu.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Son
Assento a palavra
E concerto calado
Eu, sem por cento
Trafego os outros
Um cumprimento
Que me distancia
Em nenhuma vós
Onde houve rima.
E concerto calado
Eu, sem por cento
Trafego os outros
Um cumprimento
Que me distancia
Em nenhuma vós
Onde houve rima.
domingo, 14 de setembro de 2014
O amor por ele mesmo
A verdade é que menti pra você
E sem mais ninguém pra eu ser
Nem mesmo ao existir sozinho.
O que me cabe já é quase nada
Comparado aos nós nos nossos
Ou naquilo que vende em peso.
O amor sabe o quanto esquece
Num sentimento vago de outro
Ao omitir a si algo tão adentro.
Nego-me a sentir eu ou alguém
Num curto prazo que seja viver
Tão breve enquanto eu escrevo
Eterno ao ponto de não ser fim.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Pentação
Os joelhos dobrados
Nas pernas cruzadas
Já entreabertas, e eu
Que nem enxergava
Aquilo que seria ela.
O tecido cor de pele
Saía de saia e corpo
Ela era um bambolê
Rodopiando alguém
Que olhava, afundo.
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
P/seu/dom
Se é um poema
Isso eu não sei
Mas que foi eu
Que fiz em nós
Eu já concordo.
Não há porquê
Eu ler sozinho
Ou fazer verso
Se nem sou eu
Para ser poeta.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Playoff
Morri, e ganhei
Perdi, só a vida
O que resta sou
Num empate, é
Eu, todo guerra
Lutando ao luto
Venci meu vice
O vício de mim.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Adjunto Adlirical
Versojunto
EUniverso
Semespaço
Parapoema.
Malsecabe
Umalacuna
Depretexto
Jádigitada.
Edetantoeu
Nempauso
Aspalavras
Querestam.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Ver, só
Te amarei uma única vez: agora!
Já que não amei ninguém (ainda)
Se for para ser outro que seja Eu
Ou alguém de nós - quase alheio.
Ou alguém de nós - quase alheio.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Marl Bom
Trago um poema
E-levo teu cheiro
Fumo e só fomos.
Nicotinha em mim
Nicotinha em mim
Tudo que a-paga
Numa cinza viva
Que aquece frio
O ar que off/ego.
Inspiro teu tóxico
Ou cancerizamos
O amor em maço
Pulmão e amasso
Fu/massa em fogo
Chama, até gritar!
Pois eu, fu/amante
Tenho vício em ti.
Numa cinza viva
Que aquece frio
O ar que off/ego.
Inspiro teu tóxico
Ou cancerizamos
O amor em maço
Pulmão e amasso
Fu/massa em fogo
Chama, até gritar!
Pois eu, fu/amante
Tenho vício em ti.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Allter egg
Quando sou poeta
Eu nunca escrevo.
Penso, logo minto
Um analfabatismo
Que crê no que lê.
Pois, ao ser poeta
Existo por último
Para viver noutro
Que seja eu e fim.













