domingo, 31 de maio de 2015
Coquetel Mo(tolo)v
Todo dia
Uma dor
Diferente
Que não
Se sente
De novo.
Dói ser
Sua dor
Sem eu
Morrer.
Doído é
O amor
Já doido
:
Epilético
Cardíaco
Sedativo
...
Placebo!
Desvivo.
sábado, 30 de maio de 2015
Lembrei-te
O que me vale é amor
Mesmo que este surja
N'outra ida - onde for.
Se a ti não preconiza
Um amor a sua guisa
Falta-te pouco afinal.
Pois, de tanta espera
Teu amor morre só
Como um nó frouxo
Que entala a goela
E por fim, ama ela
De cor e as/salteado.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
quarta-feira, 27 de maio de 2015
É pístola!
Se abrir meu poema
Você vai encontrar
Mais do que versos
Vai encontrar também
Outros vícios solitários
Que muitas vezes dizem
O que meu coração nega
Afinal, o que seria de mim
Ao invés de ser incompleto?
Ou um escritor sem pecado?
Que nunca subestima a alma
Mas corrompe um quase-amor
Numa dor que só quem lê sabe
O quanto vale minha nadidade.
terça-feira, 26 de maio de 2015
domingo, 24 de maio de 2015
Um beijo ao contrário
Os lábios atrofiaram
Cárnicos, eles unem
Um dejeto de desejo
Que ludibria o corpo
E instiga poucos nós.
A tua língua se cala
O meu falante cessa
E assim fantasiamos
Outro beijo sem dor.
Seus dentes aferroam
A minha quase-carne
Que compõem em si
Uma anatomia tão só
Capaz de fingir algo
Entre bocas já tortas
De tanto sa-livrar-se.
sexta-feira, 22 de maio de 2015
O acústico do meu silêncio
Não me chame pelo nome!
Para se lamentar de outros!
Já pensou o quanto eu sou?
Ao menos para ser um dia?
Talvez nunca note isso em mim
Claro! Você só quer tal segredo
Que se esconde nos meus olhos!
Para dizer em línguas alheias
O tipo de pessoa tão perfeita!
Como se isso fosse uma questão
Em que nós estivéssemos juntos.
Na verdade, sempre fomos assim
Um longe do outro, até amenizar
Essa vontade que por fim, acaba.
Aqui e agora! E não mais em ti!
Eu não devo qualquer desculpa
Que faça do amor - algo errado.
Pelo contrário, há outro alguém
Que também te despreze menos
Ou até elogia sua exagerada dor.
Afinal, sempre tem (o que não é).
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Brut Us
O meu poema?
Uma pancada!
É entre versus
Que nocauteio
A alma alheia
Em um punho
Quase certeiro.
Um de direita
Acerta a mim
Com tal força
Que nem digo
O quanto sou.
De: esquerda
Para: o peito
Tão dolorido
No intuito de
Amar na dor
Ou, sentir-se
No próximo
Coli(seu).
terça-feira, 19 de maio de 2015
Norteamento
Quando digo que sou
Um poeta tocantinense
A maioria dos leitores
Indagam sobre o que é
Ser de fato um nativo,
De uma terra tão nova
Que ainda - se escreve
Em letras ensolaradas
Ou entre rios caldosos,
Logo, minha localidade
Está longe de ser daqui
Onde tal miscigenação
Sugere ser só um verso
De quem adentra a oca
E grita o eco mais oco:
Um Co yvy ore retama
Que é de índio e víndio.
domingo, 17 de maio de 2015
Uns LOSERadas
O ser é carne que não se tem
É sua latente que não se sente
Uma dor que não cabe outras
Numa cor que é sua escuridão
De existir em corpo sem alma
Apenas para dizer que foi. Eu.
sábado, 16 de maio de 2015
O TOC do poema
Eu que nunca deveria ter amado
Sabendo das minhas limitações.
O amor é um tanto doentio
Quando um dos envolvidos
Não sabe dominar seus instintos.
Neste caso, trata-se de mim:
Alguém incapaz de olhar nos olhos
E dizer qualquer palavra
Que pareça então - lógica e sensata
Perto de alguém.
E foi assim que me deparei com você:
Tão normal...
Que aquilo me atraía,
Você - não tinha todos os atributos que um homem desejara
Mas tinha o essencial:
Me ver como um de vocês.
E não era.
Realmente não era...
Como eu, que mal conseguia atravessar a rua
Sem ter alguma fobia que impedisse isso
Poderia então AMAR!?
Isso me parecia estranho
Mas ao mesmo tempo
Um tipo de brincadeira audaciosa,
Onde poderia fingir ser alguém
Ser - como os outros.
Você foi a primeira instigar em mim tal
De alguma forma, queria ajudar também
A me encontrar
E talvez ser seu par
Um comparsa de outra conversa
Ou seja, teu álibi nessa loucura
Que é viver um pouco mais.
E, de fato
Você procurou a pessoa certa
Pelo menos nessa parte
De ser doido.
Que tropeça nos dedos
Atropela os sentidos...
Levanta o peito e grita:
Eu te amo!
Muito!
Do tamanho que não pode ser!
Algo comum!
De ser só amor!
Amor!?
Ah não...
De novo!?
Me ferrei então...
terça-feira, 12 de maio de 2015
O cão que há em mim
Late um ser
Que espanta
E o espanca
Até a carne
Virar cerne
De um lixo
Que se lixa
No orifício
Mais ofício:
A oralidade
Que só uiva
O que é dor.
domingo, 10 de maio de 2015
Segunda-freira
Outra reza no teu riso
Entre o rosto e o resto
Nada vê além do nude
Um corpo com a carpa
Tatuada, ou até tateada
Nas suas costas, castas
Que já espera, e espira
Tantas horas, é outrora.
sábado, 9 de maio de 2015
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Arrependei-vos em outros poemas!
Todo tipo de poesia torna-se em algo desnecessário
Não há nada de grande em escrever sobre os outros
Nós enquanto poetas só sabemos o que esquecemos
E por fim, os poemas continuam a ser tão estranhos.
Ninguém faz isso por tais motivações de eternidade
Acima de tudo, somos humanos e logo nós erramos
Por natureza própria, escrever também já é um erro!
Dos grandes, afinal, quem nunca mentiu num verso?
Nem que seja para conquistar então o coração alheio
O amor tende essas coisas de escrita, enfim, é a vida
Que rege cada palavra que condecora o valor da arte
Ou quase nada, portanto, regressemos a outra leitura
Dita e cuja: que não dá sequer um final digno a mim.
terça-feira, 5 de maio de 2015
Quando eu for Elvis...
Já me perguntaram:
Quando sai o livro?
E eu vou enrolando
Ao ponto de ser Eu
Um monte de verso
Feito a cada sinapse.
Nunca fiz literatura
Para ter conclusões
Tampouco, méritos.
Minha escrita surge
No ato mal dormido
Ou num amor já ido.
Os poetas são assim:
Um terror entre nós
Mas que, suas almas
Estão tão amarradas
A um outro pretérito
Que creem até o fim
Numa fé pessimista.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
domingo, 3 de maio de 2015
Víseu
Eu - que depois de tanto porre
E também, em outras porradas
Apanho na ideia de ser mártir:
Mais um bêbado que não volta
Para sua casa de origem (isolada)
Que não cabe sequer um vômito!
Quantas vezes eu alucinei por isso...
Uma dose de adrenalina pelo corpo
Até atingir um grau de inconsciência
Que satisfizesse meus esquecimentos,
Uma lombra que não me permite sair
Daquela bolha que há entre eu e você.
Um beijo emporcalha o valor da boca
Palavras que se repetem numa só voz:
Vocês são todos um bando de perfeitos!
É isso que posso dizer - até nos defeitos.
De fato, essa ressaca resulte em algo amanhã
Talvez, nunca. Pois, de toda dor que já existe
Esta de querer ser - quem dilui no último gole
Vai nos levar a um óbito, num Sábado à noite.



















