quinta-feira, 30 de julho de 2015

IE LOL


Dentro de mim
Existe um poeta
Amarelo.

E por mais que confundam essa cor
Guardo comigo
Toda anemia que corrói o mundo.

O poeta que há em mim
É amarelo
Mas sem cor
Visível.

Que reluz numa noite
Incansável
Onde os poemas surgem
Em meio a tantas letras douradas.

O amarelo do meu poema
Guarda os segredos
Mais incessantes
De uma alma iluminada
Entre as trevas e o trabalho.

O poeta amarelo que eu sou
Nega a qualquer custo
A diarreia de um verso
Que repulsa outras tonalidades
De amarelos
De medos
De choros
Que não me custam nada
Para ser apenas
Mais um
Ouro de tolo.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Ex-passo


Deter
De ter
e
o
Dever
De ver.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

The Nada's


Saia do meu poema!
Caia fora de si!
Não te quero aqui!
Nem como leitor!

Fuja do meu caminho!
Não ande comigo!
Quero estar sozinho!
Apenas e somente!

Pare de elogios!
Nunca fui seu amigo!
Tampouco, seu poeta!
Suma! Antes de existir!

O que sou!
O que nego!
O que vivo!
Não é pra você!
E nem de ninguém!

Pois escrever é ser mais Eu do que outro's!

sábado, 18 de julho de 2015

A poesia (já) morta


É, o meu poema
Já nasceu morto,

E somente um leitor
Capaz de lê-lo assim
Pode então revivê-lo.

Eu - enquanto poetador
Permaneço num estado
Que difere noutro viver,

Escrevo demasiadamente
Mas vivenciar que é bom
Nada vezes nada, afinal...

Tudo acaba
Até mesmo
Um poema
Como esse.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

TeorEmo


O poema é sempre uma dúvida
Não se explica o que já é verso
Nem mesmo quando tão imerso
No amor que surge como dádiva
Noutra dor que se torna > dívida.