Onde estão as abas de minhas orelhas pré-dobradas?
Belisque esta roupagem impermeável sem receios
Somos a pelugem despida de nossos ancestrais
A verticalização do olhar apontada para o cume
Sobre a vigilância adormecida de bocejos narcisistas.
Padecente coágulo de glóbulos lacrimejados
Entre estas entranhas de entrelinhas gagas
Venoso ser que bobina tal fluxograma,
Disseca o (en)carnado desta insalubre excreção
Disseca o (en)carnado desta insalubre excreção
Impregnada em meio a tantas vértices.
De fato, esta couraça impermeabiliza nossos temores
Reveste a membrana do possível predador inocentado,
Aquele englobado no caótico mundo pós-globalizado
Que refuta a sua dita e cuja bio-poética (trans)descendente.
Somos a veludagem acariciada por dedilhados
Plumária alegórica recheada de soberba,
Em um teor estético maquiável e/ou maquiavélico
De superfície deslizante pela tamanha epidermia tatuada
Espelhada prismaticamente por colírios cintilantes
Refletida na ausência daquele tal ego auto-reflexivo.
Em um teor estético maquiável e/ou maquiavélico
De superfície deslizante pela tamanha epidermia tatuada
Espelhada prismaticamente por colírios cintilantes
Refletida na ausência daquele tal ego auto-reflexivo.

