sábado, 3 de dezembro de 2016

Empoetado


Disseram-me que não seria poeta
Mas por insistência e ociosidade
Fiz meus primeiros versos ao léu.

Não consegui convencer ninguém
Tampouco, ser lido como clássico
Ou pelo menos como pós-moderno.

Diga-se de passagem: a poesia morreu,
Nos corações mais nobres que se calam
No tardar dos tempos em almas fáceis.

Os poetas continuam bem vívidos de si
Com suas palavras duvidosas nos livros
A fim de quem descubra seus mistérios.

No meu caso, esse segredo foi efêmero,
Sempre quis transparecer minha poesia
Através de um grito que ecoasse a voz.

Alguém que precisa dizer suas verdades
Por mais que isso fosse algo tão inútil e só
Para que outros não neguem o simples fato
De ter tentado escrever isso, de ser poetado.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

(Des)Quadralizar


Eu
que
Nunca

Fui
Tanto

Agora
Sou

Menos.


Se
Me
Resta

Ser
Alguém

Que
Seja

Fora

De
Mim.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Poesia para quem precisa


Poesia para quem precisa!
E quem precisa de poesia?

É poesia sobre si,
E sobre os outros.

Poesia como é
Ou como será.

Um poema hoje
Talvez, amanhã.

Escrito
Escreto
Escroto.

E quem precisa de poesia?
Poesia para quem precisa!

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Cut í cu la


Sejamos como vela na carne:
Pinga, alma e fogo na mente!
Uma fagulha me ressuscita:
Em prosa, em verso doutro!
Esqueci como é bom sentir:
A vertente do amor sofrido!
Ah, como morro ao existir!
Sem qualquer perseverança
Para rir! Para chorar sob ti!
O que me sobre mais nada
Apenas um poema esquivo
De tanta eloquência: mudo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Atestado na testa


Infelizmente
Alguém tem
Que morrerr
Neste poema.

De desgosto
De desprezo.
Alguém vai
Morrer e só!

Nada de mal
Nada de feio.
Morrer é ser!
Ressignificar
O fim vivido.

Do eu-poema
Que discerne
Sobre o óbito
Na entrelinha.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Down loser


Hoje, os versos não atingem mais
O grau de proximidade que havia
Entre os dedos que diziam pouco
Mas, sentiam cada detalhe vivido.

Outras vontades surgiram de fato
Como se nada de antes fosse nós
Nem mesmo a vontade de poetar
Algo que fosse relido em silêncio.

Perdi o escritor que havia em mim
Por diversos motivos e, peripécias
Que adentram num corpo cansado
De tanta luta que logo cede a alma.

domingo, 7 de agosto de 2016

Redundo


Poema, poema e, poema
Isso não é uma repetição
Muito menos, meu verso
Mas uma tentativa de ser
Algo que consolide a dor.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Há sempre um poema por existir


Nunca fiz
Um verso
Que fosse
Por acaso.

De tanta
Pancada
Me refiz.

Em cacos
Em faltas
Excessos.

Não quero
Minha ida
Tão morta.

Só desejo
Outro Eu
Distópico.

Na fobia
Que vira
Poemeto.

Esquivo
De mim
Mesmo.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Um poeta fracionado


O poema é
E não é tal

Num verso
Algo vazio

A tentativa
De inverter

Outra alma
Em página.

sábado, 9 de julho de 2016

Notas no que não noto


Eis que um poema como este
Não surte o efeito necessário
Para esta noite tão sonâmbula
De ir e vir entre tantos sonhos.

O que vos deixo nesses versos
São apenas tentativas em mim
De ser algo depois, exorcizado
Para não persuadir tais clichês.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

O que são os que não escrevem?



Já me imaginei fora da poesia
Como um Eu alheio a espécie
Que mal lida com seus signos.

Cada detalhe surge como caos
Da própria essência de não ser
Quem faz do verso algo eterno.

Nego-me a leitura introspectiva
Antissocial, que afugenta a fala
Para uma distância quase inerte
Daquilo que escrevo nos outros.

Um conjunto de palavras soltas
Sem qualquer contexto na obra:
Falha e interrupta - tal maldizer
Não contempla minha fraqueza.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

[...]


O poeta
Nada
Diz,
Nada
Lê,
Nada
Ouve.

Mas
Nada...
Contra
A maré,
Nada
Contra
O fluxo
De todos.

O poeta
É
Antes
De tudo -
De nada.

Obrigado
A ser
Um nado:
SIn-cro-ni-za-do!
E
Nadar
Até
A margem
De si.

À procura
De algo
Submerso
No nadismo
De sua poesia.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Corp Us


Debaixo da minha unha
Suja e repleta de sangue
Há um tipo de versículo
Capaz de corroer a falta
Que existe entre um ser
Encravado no ferrugem
Até, sua última cutícula
Cair em fiapos de carne
No prato do próprio Eu
Vomitado na internação
Desta alma vil e víscera.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

O meu poema nada a ver/haver


O meu poema
Não tem a ver
Com essa vida

Tão menos Eu
Que mal segue
Uma linha reta

O meu poema
Não tem a ver
Com sentir-se

Tampouco ser
Ou fingir algo
Noutro campo

O meu poema
Não tem a ver
E dele sou dor

Principalmente
Quando se diz
O quanto falta

O meu poema
Não tem a ver
Porque é cego

Nem os olhos
Observam tal

O meu poema
De nada haver
Passa a existir.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Ex-piada


A gente é silêncio
No ranger da porta
Em cada passo dado.

Nós, que cuidadosamente
Com a sutileza de uma alma
Adentramos um corpo bagunçado.

Pelo simples fato de que a fala
Interrompe aquele ato de mãos dadas.

terça-feira, 31 de maio de 2016

O poeta é uma ostra


O poeta é uma ostra
Dentro de tal casulo
E escondendo em si
Uma existência dura
De tão escrita que é.

O poema que guarda
Em segredo e eterno
Sua pérola no fundo
Até a alma se fechar.

O poeta é uma ostra
Ao catar conchinhas
No ócio deste ofício
Mesmo "escrotáceo"
Torna-se ostracismo.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Notas de rodamão


Eu, que nunca acertei um beijo
Escrevo a falta do meu poema:
Quem disse que tentei ser belo?
Ou até mesmo um poeta eterno?
Pouco me vale essas definições
Muito menos falar deste amor!
Como odeio quem se diz leitor
E insiste nesse ar de inspiração!
Meu caro, o poema aqui é feio!
Feito a dor de uma noite insone
Que mal lembra, que mal quer!
Ter essa farsa da modernidade
Estampada no rosto e no verso
Ao ponto de não sobrar nada!
Nem mesmo o último ato atoa
Deste que será, o pseudo-outro.

sábado, 21 de maio de 2016

(...)


Nunca pensei
Que um verso
Doesse assim.

Não me existo
Para ser inerte
Ao que é amor.

É como se eu
Por mais afim
Que seja em ti
Nada justifica.

O meu silêncio
De tais palavras
Que perpetuam
A falta de você.

É difícil desistir
Daquilo que foi
Uma esperança
De sermos dois.

Ainda acredito
Que tudo passa
Numa desculpa
Escrita e vivida.

Eu como poeta
Faço meu pior
Que é escrever.

Não para outros
Nem como Ego.

É sobre os nós
Que nos dizem:

Amar é teimosia.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Há um poema em mim


Há um poema em mim
Prestes a sair com fúria.
Mas eu o tranco em tal
Para que ninguém, leia.
Há um poema em mim
E por isso não sou mais.
Um poeta que expressa
O verso contido em dor.
Há um poema em mim
Pois não tive tanta sorte.
Para livrar-me de viver
Enquanto palavra eterna.
Há um poema em mim
Por mais que isso acabe.
Sempre haverá um outro
Capaz de ser meu poema.

domingo, 15 de maio de 2016

Fino & Fine


O que é um verso
Para quem já está
Praticamente apto
A fraquejar no ato
Mais introspectivo.

Vagarosamente,
Se faz outro ser
Que se silencia
No olhar afora.

Encara a carne
Respira o suor
Até não sobrar
Um grão, de si.

Por um tipo de poesia:


Que arribe as saias
Que espie tua alma
Na penumbra viva
Na morte felicitada
Teu amor recíproco
Numa palavra vaga.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Os poetas que não bebem


Há sempre uma dúvida imersa
Sobre os poetas que não bebem.

Mesmo que os mesmos façam
Um tipo de verso à beira de si.

Atravessado num rio qualquer
Entre a correnteza de palavras.

Flui-se a ideia do poema sóbrio
Até que a última lágrima seque.

A fim de sugar toda aquacidade
Presente em cada gota de gente.

Que de tão lírica, navega a alma
Para longe - dessa secura escrita.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

O poema está aí para sofrer


Se tem
Um poema
Que me
Recuso
A ser
É este.

Não que
Eu
Falhe
No verso
Mas
Nunca
Me importei
Com quem
Lê algo
Sob a crítica
De um mundo
Que não seja
Mutável
Ou
Pleno de si.

Rejeito
Qualquer molde
Que me sustente
Numa cruz,
Até porque
Nunca fui
De penitência
Para que houvesse
Salvação de tais corpos.

A minha voz
É outra -
Cantada pelos cantos
Escorraçada num só grito
Até que não haja mais forças
Para exteriorizar minha existência.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Long bitch


Distanciamos nossas mãos
Afrouxamos nossos abraços
Até vomitarmos o último beijo.

Aquele que não foi pra sempre
Aquilo que não pesou na alma
Tudo que parece mas não é de fato.

Um amor que se esquece num poema
Escrito à força do verso verossímil
Capaz de abalar os lábios mais rígidos
De um silêncio que entorna as próximas linhas...

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Dito duro


Esbarram-se os ombros
Amputa-se teus sonhos
Numa surdez que grita
Minha paz em silêncio.

Levanta-te uma bandeira
Capaz de emblemar o ar
Que falta no peito aberto
Para entonar teu suspiro.

Cantado na voz suprida
No verso que manifesta
Tua calma diante de tal
Caos que só existe aqui.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Será que os poetas xingam?


Puta merda, tenho que fazer mais um verso!
Numa porra de métrica que nem cabe no cu!
Acentuado no pau da palavra, algo pra fuder!
O caralho desta vida que já virou desgraçada!

quarta-feira, 6 de abril de 2016

A vida é feita pra estragar


Bem-aventurados são os que se arriscam:

Num beijo fora do script
Na última rodada do bar
Na corrida até a esquina
Num sentimento escrito
Noutra vida efemerizada.

terça-feira, 5 de abril de 2016

De lírios de uma flor adentro


Surto-lhe um verso
Convulsiono a palavra
Uma epilepsia de sentidos
Vagos e inertes que me ressurgem.

Como se a cada ataque
Eu tentasse controlar a ânsia
De escreve sob o efeito de remédios
Que nada dizem, apenas doem minha existência.

Não há nada em mim
Capaz de conter essa loucura
De fazer poemas belos e bem estruturados.

Sou incapaz de tal feito
Apenas elucido entre um grito ou outro
O que falta durante o sono breve: um pouco de paz.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Acho graxa


É gargalhando tais palavras
Que arranco o dente postiço
Preso a tua boca, desbeijada.

Desdobro-lhe mais um riso
Rarefeito, capaz de enrugar
A carne entre lábios, castos.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Amor in transe


Amar é pedir desculpas
Mesmo quando há razões
Para emburrecer um peito.

Amar é pedir licença
Na espera de alguém
Que nem sempre é:
Algo que preenche
A face introvertida,
Em riso - pelo raso
Da alma comprometida
No verso que lhe aflige
O rumo esquerdo da vida.

Amar é pedir troco
De volta e em volta
Um abraço que aperta
Tua falta numa só dor.

domingo, 13 de março de 2016

As perversidades de outros versos


Pega esse poema!
E soca ele
Naquele lugar!

Sim,
Aí mesmo!
Onde mais
Dói!

Vamos ver
Se você
Aguenta!
Um poema
Todinho!

Bem dentro...

No orifício
Que é
Tua alma.

O buraco
Que se abre
Num verso.

Fundo
Escuro
Perverso.

segunda-feira, 7 de março de 2016

O poeta é sempre o último


O poeta é sempre o último:

A ler o que já foi escrito
A dizer além do silêncio
A viver depois da morte
A ser alguém nos outros
A sofrer pela eternidade.


Deixemos para o próximo...

terça-feira, 1 de março de 2016

Subterrôneo


Morro -
Acima
Da existência
Na qual
Me saio.

Num buraco
A menos
Que só existe
Para quem é
Fundo.

Sei sei seis


Desde o
Décimo
Primeiro
Ponteiro

Ninguém
Mais se
Diz além

Desses
Versos

Abaixo.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Pequenitude


O que age com miudeza
Tem sua plenitude
Nos detalhes.

O sopro que lhe é forte
Não abala o sensível
De ser outro.

Fantasioso por natureza
Inteligível pela falta
Que faz em mim.

Alguém que mal lê
As entrelinhas
Que cabem
Num só
Verso.

Viu?

Par tilha


Quando os versos se
Intercruzam
Não há paradigma
Que procede
Uma alma quase
Infligida
De tanto recorrer
Outra falha
Que sustenta em si
A leveza da dor.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

A alma quando falha...


É quando me pareço mais nada
Que faço o meu melhor poema.

Um ressurgimento de mim
Uma falta que só completa.

A dor que lhe é vivência
A vida por fim, dolorida.

Nascemos entre o póstumo
E o que aparenta ser eterno.

Noutro verso,
Sempre vazio.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Um beatnik de sofá


Sou um beatnik de sofá
Daqueles que escrevem
Por medo de viver fora
Do alcance de qualquer
Insensatez que persista
Em ser algo no mundo.

Sou um beatnik de sofá
Que aperfeiçoa os erros
Num verso vulgarmente
Despretensioso de amar
Outra alma preguiçosa.

Sou um beatnik de sofá
Sob tal trono escondido
Nos aposentos do corpo
À espera de uma poesia
Que procrastine o verso.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Eu também vou poetar!


Mas é que se agora
Pra fazer sucesso
Tem que fazer
Poema expresso
Eu vou também
Ter que escrever.

Logo vou tirar
Meu verso de gaveta
E também exorcizar
Qualquer capeta
Aí quero ver
Quem vai criticar.

Eu que já fui poeteiro
E nunca tentei ser perfeito
Agora tenho que rimar.

- Fim do primeiro ato.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Vê nus


Sob a espreita do teu corpo
Dedilho cada curva tímida
Que refaz a costura da dor
Numa carne dita em verso.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Sob um quarto de terço


Atravessam-lhe as portas
Num supetão até o corpo
Que contorce os espaços
Em poucos metros de ar.

Me espreito, me inspiro
Pela falta que intercede
A noite cálida e insone.

De um versejo malfeito
Noutra carcaça - opaca.

Não me resta retilíneas
Para traçar meu pecado:

Sou fajuto enquanto ser
Na criatura que interdiz
O silêncio de tal poema.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Na prematuridade de se gerar um poema


Falamos sobre qualquer poeta
Xingamos nossas próprias vértebras
Escrevemos como se isso resultasse em algo
Pleno de ser lido, pleno de ser vivido
Por um falta amena, por um dia obstinado a morrer
Em paz, em espírito santo
Como no princípio que sempre erra
Na dor que nos alimenta sorrateiramente
Nos escombro das vísceras
Expostas, esplêndidas
Sob a luz de um candeeiro
Incapaz de solucionar o brilhantismo
Dos olhos que vagueiam no despejar de uma lágrima
Forte e esquiva por toda parte
Que nos resta, que nos interpela
Os sentidos mais obscuros
As manchas mais plausíveis
De quem sempre espera pelo fim pródigo
Pelo começo extremo
De um poema e um porre
Sem vácuo ou proporção mórbida
Haverá sempre um estilhaço de verso em mim.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Sorrir no sorry?


O amor é mesmo um fraco
Mal sustenta uma negação
De quem insiste ser maior
Que qualquer inconstância.

Escrevo-lhe porque engano
Tua alma rente a minha, só
Sobra de tudo que não falta
No primeiro silêncio nosso.

Calamos os beijos já feitos
Esquecemos mais palavras
Até que não reste tal verso
Para que seja lido em outro.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O amor por fora


Sei que não posso te amar todos os dias
Acordar ao teu lado na outra manhã fria
E dividir o mesmo cigarro antes do café.

Sei que no expediente não posso te ligar
Dizer para os desconhecidos que te amo
Ou escrever aqueles versos desajeitados.

Sei que não vou chegar no horário de ir
Pagar mais um drink para fechar a noite
E te levar noutros lugares que nunca fui.

Eu sei, sou o pior namorado desse mundo
Fico lembrando desses detalhes tão bobos
Que logo são esquecidos ao saber de você.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

No guardanapo:


É até compreensível o simples fato de eu gostar de você
Da forma como manuseia o mesmo cigarro
Manobrando cada detalhe que há ao redor
Entre a fumaça e o fogo que arde
Na língua que profana cada beijo.

Esqueça todas as palavras doces que ouvira de outros rapazes
O meu gosto sintetiza o forte do álcool
E também minha fraqueza de falar algo
Que pareça extremamente desconexo
Do mundo que parece não ter sentido.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Vão dizer que isso é também um poema


- Na verdade
Meu silêncio
Fala por si só
Algo que nem
As entrelinhas
Poderão alçar.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Conjunturas


O amor, falha
Quando outro
Diz ser eterno.

O amor escapa -
Na próxima vez.

Despenca no ar
Até arremessar.

Tanta falta...
Tanta alma...

Que mal cabe
Em si mesmo.