quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Top eira
Aos trancos e barrancos
Fiz esse poema
Não pensei duas vezes
A mesma burrice
Que me fez escrever
Algo tão sublime
Ao ponto de ser esquecido
Numa leitura qualquer
Afinal, o que seria de mim
Se de Cristiano
Eu só tivesse o nome?
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Motel, mô teu
Sempre me imaginei num cabaré
Nas suas possibilidades de amor
Que não só se restringem a carne.
Por mais instantâneo que isso seja
Todas aqueles corpos redescobrem
A verdadeira face que nos intimida:
De viver o mundo sem ser mundano.
domingo, 11 de outubro de 2015
Men digo
Sou um poeta pedinte
Que almeja palavras
Escritas essas
Que nunca proferi
Numa esmola
Que só vale
A fortuna da alma
No fundo do poço.



