Para: Wander-son Sousa
O espetáculo da inibidez
Do falante não-praticante
Que escandaliza a c'alma
E esbraveja o soss(ego) de ser
Aquilo que ecoa sobre si.
Sussurra o pesar de tuas palpitações
De uma rouquidão tão poética
Ao ouvinte que cessa o timbre
Com o estridente calar dos calos
Destes dedos ao (d)escrever-te.
Toda quietude tem sua plateia
Por mais "falático" que isso seja,
Um múrmuro torna-se elo(deli)quente
Quando a garganta desata a voz
E afrouxa a asfixia do tom.
O barulho carece desta tua intro-versão
Que consola os prantos não-prontos
Do conselho dito(ngo) ao amigo o-culto.
Sábio é aquele que faz jus ao seu silêncio
Em meio a tantas onomatopeias,
Detentor do dom sensitivo de suprir
O direito de quem cala e fal(h)a
Logo, consequentemente



