domingo, 1 de abril de 2012
Macaco sem Galho
Polegar que infiltra nas cavidades impermeáveis
Conduz tudo aquilo que transpira ofegantemente
Que apalpa o toque sutil dessa natureza amena,
Canaliza o aguçado ao foco ainda embaçado
Por tantas películas salgadas desta insalubridade.
Sensitivo ser que permanece paralítico do momentâneo
Insistente ao fluxo bombeado por estes reles tão morais,
Afaga o sono horizontal no qual nos foi concebido (sem pecado)
Adorai o que realmente nos torna algo real (em valor).
Despenca a massa atômica sobrecarregada dentro de ti
Não que sejamos tão heterogêneos a este ponto (final)
Apenas somos o reflexo da falta de sombra espreitada,
Fato que entristece até o plano cartesiano superior a nós
E desencanta esta singela fábula premeditada.
Há tempos custáveis impedindo o ar massivo
Preferimos assoprar a brisa despertante do dito e cujo
Indivíduo empanturrado de vaziez repleta,
Como se o feixe (i)luminário ofuscasse certos determinantes
Que propagam a notoriedade permissiva.
Sejamos então os males assolados em solas gastas
A parasita ensandecida da maré reversa
Afogada em prantos e prontamente aceitável
Sem prolongas e delongas por ai dispersas
Dita aquela palavra que nos une: ALÉM (do infinito)...
P.S: AMÉMçoado (e suado)

