
Toda aquela sentimentalização insensível
Invisível cegueira que assombra meus olhos despidos
De tal semiótica escondida de forma tão nítida
Íntima ao atrito da carne trêmula deste mero ser
Tímida nas proximidades da tua presença ausente.
Era tão cheia de um vazio sem preenchimento
Um recipiente oco pelo eco sussurrado ao teu ouvido
És a ouvinte desta voz roucamente sem timbre
Declamável ao tom deste silêncio gritante
Que musicaliza minhas palpitações (dil)aceleradas.
Frágil miocárdio por conta de tantos infartos d'alma...
Leva-me ter o hábito de sentir algo novamente!
Mesmo que perfure todas essas veias poéticas
Para que eu possa repousar sutilmente naquele ventre
Sem machucar aquilo que nunca me pertencera.

1 Estranharam:
Muito bom garotinho juvenil!
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