sexta-feira, 13 de julho de 2012

Epidermia


Onde estão as abas de minhas orelhas pré-dobradas?
Belisque esta roupagem impermeável sem receios
Somos a pelugem despida de nossos ancestrais
A verticalização do olhar apontada para o cume 
Sobre a vigilância adormecida de bocejos narcisistas.

Padecente coágulo de glóbulos lacrimejados
Entre estas entranhas de entrelinhas gagas
Venoso ser que bobina tal fluxograma,
Disseca o (en)carnado desta insalubre excreção
Impregnada em meio a tantas vértices.

De fato, esta couraça impermeabiliza nossos temores 
Reveste a membrana do possível predador inocentado, 
Aquele englobado no caótico mundo pós-globalizado
Que refuta a sua dita e cuja bio-poética (trans)descendente.

Somos a veludagem acariciada por dedilhados 
Plumária alegórica recheada de soberba,
Em um teor estético maquiável e/ou maquiavélico
De superfície deslizante pela tamanha epidermia tatuada
Espelhada prismaticamente por colírios cintilantes
Refletida na ausência daquele tal ego auto-reflexivo.








0 Estranharam:

Postar um comentário