
Por um momento, queria ser tua ferida,
Que cicatriza tuas fissuras.
Prantos que nunca filosofaram,
Cânticos de trombetas de anjos e demônios,
Eis aqui o homem que tenta flutuar...
Tão flutuante como as utopias que sobem os montes,
Talvez o Himalaia não seja tão distante assim...
Basta uma mente insana e um bom leito,
Teu repouso já é algo excitante.
Ambos os cromossomos são homogêneos,
Gênios de lamparina são reais e dólares!
Só depende da bolsa de valores e temores.
Eugênio não passa de um pacato pangaré,
Que não é apenas um ruminante errante,
São apenas rumores (de amores).
Declame teus poemas em cima daquela pedra polida,
O mundo continua sendo paleolítico, não se preocupe.
Fume aquelas bolhas que despencam do que chama de "surreal",
Meus pais foram andarilhos cubistas...
E eu estou aqui de braços abertos,
Só falta-me os teus pregos (I.N.R.I).
Maldito seja aquele que tentou poetizar essas linhas,
Tudo isso não passa de veneno para a alma,
Pois essa tua ferida já cristalizou.
Oh céus! Quem poderá me defender? (Eu?)
Ah sim... Resta-me o resto.
Peço-lhe neste exato momento:
Posso te ferir novamente?

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