domingo, 30 de março de 2014
Carnal(é)val!
Carnavai, carnavem...
E eu feriado de mim
Alegoria de ninguém
Heterônimo arlequim.
Eis a marchinha à ré!
O bloco mais carnal-
Val da folia já tímida
O corpo vira um jirau
De tanta musa íntima.
Lágrima e purpurina:
Embriagava um beijo.
Silêncio e serpentina:
Samba-enredo aleijo.
Num batuque adentro
Os tambores do peito
Rompem todo centro
Do coração rarefeito.
O amor vira adereço
Quesito dos solteiros
É ir-se sem endereço
Aos pedaços inteiros.


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