terça-feira, 15 de julho de 2014

Soul-me


É sempre a mesma metamorfose:
De levantar-se ainda tão deitado
Para esta vida de normal psicose
Que transforma minha sapiência
Num enclausurado de suicídios!

Cabe saber o que serei amanhã:
Só alguém entre os expedientes
Que sempre volta ao pesadelo?
Eis aquele que sem um currículo
Sabe bem que viver é tão longe
De tudo aquilo que força a ser.

Vejo pelo espelho toda a sombra
Que acobertaria tantos gabaritos:
Desta vida rumo à aposentadoria
E que insiste usar terno e gravata
Para o próprio enterro tão interno.

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