Não há poema que dure
A dor que dura no peito
De um tórax já rochoso.
Corpos já embrutecidos
Pelos beijos depressivos
O amor liquida o sólido
Mais em só do que lido.
Escrever é apedrejar-se
Atirar em outra palavra
Até sangrar as lágrimas
Deste coração defensivo.
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