Espanco-me
Cada palavra
Numa lapada
Que lateja-se
Noutra carne
Algo de mim.
Dói o que sou
Meu despertar
De cada manhã
Acesa e escura
Sob um espanto
Mal interpretado.
Até quando sonho
Digo o quanto fui:
Alguém tão poeta
Em escrever tanto
Sem ter sido nada
Ao menos, morrer.
Em escrever tanto
Sem ter sido nada
Ao menos, morrer.


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