terça-feira, 29 de maio de 2018

Eu, expulso da minha própria poesia!


Eu fui expulso da poesia
Não não me quiseram lá
Tampouco, para escrever.
Não sou bem vindo e indo
Despejaram meu silêncio
E enxotaram meros versos
Jogaram-me numa sarjeta
Até que eu morresse mais.

Mesmo assim, saí receptivo
Fundei a Academia de Mim
De patrono, a minha solidão.
Recitada, ressentida no fim
Não parece muito para tais
Mas venho aderindo mérito
Com a maior crítica vigente:
Ser a minha existência afora.

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