quinta-feira, 29 de novembro de 2018
La Belle
Olhar a ti
E me vejo
Também.
Toco-lhe
O corpo
A alma
Que sai.
Num beijo
Tão calmo
Sem pressa
Para ontem.
Cada dia é:
Eternidade
E, sutileza
De quem é
Dois agora.
O amor surge
No inesperado
Momento que
O silêncio fala
Mais alto e ecoa.
Tudo diz sobre nós
Cada detalhe em si
Desde a intimidade
Até tais estranhezas.
O que seria do poeta
Quando o seu poema
Não consegue sentir?
Um simples gesto
De mãos próximas
Mesmo ao dedilhar
Uma tipo de escrita
Capaz de prolongar.
Um verso no seu cabelo
Os cachos que se fazem
No redemoinho da ideia
Em pensar o quanto tu és
A bela que junta em mim.


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