sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

O porquê do porque


De fato, já me disseram várias vezes:

- Poesia não leva para lugar nenhum!

Como se dela eu quisesse ir para algo

Como se de cada verso eu transitasse

Para longe, para mim, dentro d' outro.


Quero está aqui - e em qualquer parte

Que distancie meu passado da escrita!

Pois vivo uma efemeridade dos hojes

O quanto é fútil traduzir-me em rimas

Tão mesquinhas que se tornam óbvias

O insensato coração de quem esquece.

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