terça-feira, 23 de abril de 2019
Carne-poema
Pelo canto da boca torta
Segue assim, escorrendo
Outra palavra venenosa,
Saliva feita na tinta seca
Pronunciando o silêncio
Da garganta em declínio.
Cada sílaba é uma cilada
Peripécia da língua solta
Que engole alguma rima
E se (a)prende nas presas
Dilacerada, carne-poema.


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