
Olhos vidrados e estáticos
Congelando cenas jamais censuradas
Teatrando a doce dramaturgia em tempo real.
A quem diga que o mesmo vivia no "suposto" mundo das nuvens
Que empanturrava seu estômago com borboletas voadoras
Mal sabiam que tudo isso não passava de parolagem.
Aquelas terras pisantes descativaram o ingênuo jovem
Mudança de ares e mudança de estações era aquilo que desejava.
Sentia-se trancafiado em um cubo mágico degradê
De cristal tão límpido como a alma que transparecera
Criando seus prismas ópticas dentro de si.
Por ventura arriscava em ideias sem métrica e sem musicalidade
Intitulava-se como uma "poesia incompleta"
Inadequada aos prazeres estilísticos.
Tudo isso por conta de uma mera frecha de janela
E uma boa dose de eu-liricação.

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