domingo, 21 de agosto de 2011

Vadio Puritano


A cafeína não surte efeito diante das memórias fragmentadas,
No vácuo contínuo dos paradigmas de noites inacabadas.
Significados insignificantes enfatizam minha alma despida,
Sem nenhum pudor explicito vanglorizo a madrugada boêmia.
Os goles de vinho não satisfazem mais as aventuras do ilustre canalha,
As mãos pegajosas envolvem-se na relevância da taça límpida.
Paranóias obscenas perpetuam minhas emoções inertes,
Demônios sobrevoam sobre meus pesadelos ingênuos.
Minha filosofia fajuta conforta-me nas indagações irreais,
Declamando as problemáticas de um velho andarilho sóbrio.
Meus passos mansos contornam as esquinas soturnas,
Esquivando-se das lombadas dessas vielas esburacadas,
A calçada imunda abriga-me em seu leito sereno.
Meus olhos sonolentos acompanham a nostalgia do doce luar,
Em contraste com as luzes ofuscadas dos postes solitários,
Reluzentes ao brilho das estrelas incandescentes.
Ainda assim prevalece o espírito de um viajante sorrateiro,
Que não passa de um tímido forasteiro vislumbrado a monotonia,
Caindo nas tentações mundanas desse paradoxo surreal,
Fugindo do marasmo constante de um vadio puritano.

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