terça-feira, 20 de agosto de 2013
Estêncil
Da janela - um refletor
Um olhar - a mesma dor
Quando os dias sobram
Penso um pouco devagar
Não sei, mas já estive lá...
A cama - eis meu refúgio
Com*paixão - um vesúvio!
Diz assim quem se cala...
No tardar de nossas eras
Me entrego a outras meras.
Um cigarro - em seu fervor
Alguns tragos - vem o odor
De sentir e fazer-se tão só
Neste mofo de tentar ser
Que cega para talvez ver.
Aos cacos - virei vidraça
Transparência da desgraça
Que é reluzir a poeira de si
Na "pata" que vai no tapa
E volta no beijo que tampa.
Estampo essa pele tão rugosa
Da velharia por mais teimosa,
O que resulta desta minha fé
Se não quero ajoelhar em pé?
Perdoe-me... Senhor do Amém
Mas sou criador aqui também!
Não espero - o então final
Eu só quero mais um sinal
Que de fato, algo tal houve
Para que a mão ainda louve
O enforcar de nossos dedos
E sele a benção dos medos.


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