sábado, 21 de setembro de 2013
Tua boca apedrejada
Deste rosto moçado com melanina rosada
Costurou-se ali mais uma ruga defasada,
Assim choveu os olhos no seu pretérito,
Que se faz dilúvio e assim ganha mérito.
No pisotear dos calos, vendeu-se o amor
Dos mais estalactíticos, goteja o que for
Desde o suor árido até a secura das veias,
Foi um abraço enforcado de mãos dadas
Atadas nos nós nus das feridas bordadas.
Da pétala carnuda, esfomeou ali os lábios
Com o verbete que esquece-se nos sábios,
Veio até a boca apedrejada e selou o beijo
Cessou tal como tampa no fundo do poço
Meio que ensosso, veio então seu colosso.
E na pupila escurecida vejo o olhar rente
Dado ao atraso de quem têm pouca gente
No átrio ou em atrito, assim surta essa sorte
Que só então espera existir depois da morte.


1 Estranharam:
As coisas que vc escreve têm o poder de intrigar a gente. Isso é ótimo!
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