quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Parece Araguaína mas é só tristeza...
Se existir um poema tão araguainense
Adornado com as flores do pequizeiro
Não há outro rumo para a rua do amor,
São as mesmas pedras que apedrejam
Um tal caminho de quem não regressa.
É como se a madrugada fosse indecisa
Em ser então só dia e por fim ser noite.
Pois, se o mundo cabe então numa rua
Por que o que pinga esbarra nos olhos?
Ou, se toda alma fosse então andarilha?
Poetar é fácil quando se tem um vazio
De algo já cheio que nem parece fome,
Comer está muito além do que é carne
Mesmo sob o suor do corpo escaldado
De alguém que até divide o chambaril.


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