domingo, 4 de janeiro de 2015

Um não poema, de alguém quase nada


Você que lê aí em silêncio
Vou lá e escrevo eu calado
Mas nunca como um poeta.
Se sou, devo negar de mim
Essa mediação de palavras.

Digo, o poema não é meu
Na verdade sou mais dele
Do poema, a quem existo.
Por mais que eu o escreva
É o verso que se faz em si.

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