segunda-feira, 23 de maio de 2016

Notas de rodamão


Eu, que nunca acertei um beijo
Escrevo a falta do meu poema:
Quem disse que tentei ser belo?
Ou até mesmo um poeta eterno?
Pouco me vale essas definições
Muito menos falar deste amor!
Como odeio quem se diz leitor
E insiste nesse ar de inspiração!
Meu caro, o poema aqui é feio!
Feito a dor de uma noite insone
Que mal lembra, que mal quer!
Ter essa farsa da modernidade
Estampada no rosto e no verso
Ao ponto de não sobrar nada!
Nem mesmo o último ato atoa
Deste que será, o pseudo-outro.

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