segunda-feira, 11 de julho de 2011

In:Sônia


E a boca estava dormente de beijos
Brotavam-se ali os últimos bocejos
Vendo que seus olhos enferrujaram.
Caçoando de todo desfecho noturno
Ela não quis sofrer em outra oração,
Não lhe abriria uma janela na mente
Para que a pudesse entrar em pânico.
Talvez, aqueles calmantes tão vazios
Dum cujo sonho, então interrompido
Vegetassem a carne numa dormência. 
Tinha consigo alguns minutos adiante
Prestes a eclodirem pelo despertador
O que era afogamento de cama afinal.
Horizontava o corpo a fim de morrer
Em estágio terminal de coma, comigo
E devorando em si, a volta da insônia.

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