sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Amor(exia)
Apreenderam o amor
Aprendemos a amar,
O corpo é jaula de si
Um copo sem sede.
Tudo subentendido...
Na distância do verso
Que mede a palavra
E a lonjura entre nós.
O amor é carne alheia
Tectônico aos corpos
Nus vindos do Éden,
Idem contra e afronta
Guerreia todo silêncio!
Ama quem por alguém
Sem dueto de ter doído
Na curvatura da boca
No teu próximo beijo.
Julga-se tendo amado
No pecado dos outros,
É o amor sob custódia
Réu da mesma entranha
Álibi de todos amantes,
São estes nas esquinas
Entre tantas silhuetas
Amam mais, sem mas.
Amar é feito criminoso
Ato ilícito no implícito
Algum assalto interior
Roubam-se tais amores.
Meus pêsames ao amor
Sepultado no ventrículo
Que ressuscita todo dia
Nasce sempre, à espera.


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