Amor compulsivo
Que anestesia-me
A dor e a crônica
De poetar laudos
Prescrever versos
Medicando almas.
Amor convulsivo
Que dói sendo só
Até nos epiléticos
De poesias débeis
E de chagas líricas
Escritas em coma.
Amor de curativo
Que sara sozinho
Receitando rimas
Por toda epidemia
De tanto esperar-te
Numa fila do SUS.


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