quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Sof(r)ista ret(r)órica


Sem imortalizar versos
O eterno vem ao acaso
Seja eu o meu público!
Escondido no eu-lírico
Tão óbvio ser diferente
Ou dizer-se ser o então
Nada tende ao ter tudo
Não faço-me obrigado
Nem mesmo ao existir
Jamais fui tão objetivo
À não ser agora morto
Irei de onde nunca saí
Sempre aqui paralítico
Vulnerável a presença
Toda ela em suspeita
Destes outros em mim
E combate-se cada eu
Aí solto por meia face
Falseando essa mágoa
De errar tantos acertos
Que faz bela a tristeza
Ensaia quanta ausência
Em si para tão ninguém
Onde encontra-se falso
Resolve-se nos papiros
Vira-se em poema e só.


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