domingo, 13 de outubro de 2013
Mameluco
O verso como corda dos enforcados
Fez linha do elo e nosso alô ao lado
No tricotar converseiro dos pardos,
Essa pele madeira sob a escrivaninha
Traz a dentadura enferrujada minha
A palavra ruminante que a boca tinha.
A rima batida na palmatória do pesar
Mão esmurrada na prosa de cada bar
Engasgo o sotaque, é aqui sem lugar
Deste rosto polido em toda linchação
O palavreado em pauta vai na oração
De quem mente poesia para os sãos.
Vem o fim que revigora em outrora
Escreve-se a pausa da vida que mora
Ao lar de cada um, que brinca lá fora
No mesclado dos nossos caules viris
Aos corpos mognos que vão num triz
Morenice dos papéis em força motriz.


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