sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Viva la Poetización!



A prece tem a pressa do preço preciso
Mais-valia ter a graça do que de graça
Na esmola que faz escola do prejuízo,
Tende a atender o trombone da massa
Vem em farsa, por toda esta desgraça
Que disfarça as mentiras de tal sorriso.

Juram o pão de ontem nessas migalhas
Flor sob o espinho, o porquê do buquê
O teu perfume que me perfura as falhas,
Enjaulam os filhos na caixinha da tevê
No plim plim do choro jus aos canalhas
Vida e obra na propaganda em degradê.

Mãos pedintes de trocados e até fiado
Só mais uma rua rasa ao ver o edifício
A altura em apogeu de dentro do lado,
O emprego bate no prego e seu ofício
Martelar a mente o mentir ao quadrado
Lá no fim afim de mim pelo teu início.

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