sexta-feira, 23 de maio de 2014
(Inter)valos de mim mesmo
Escrevo como se fosse meu último poema
Assim mesmo: sem qualquer outra datação
Não cabe a mim temporalizar toda a escrita,
Penso que escrever é ainda feito eternizante
Ora pelo fracasso dessas abdicações sociais
Ora pela instantaneidade que se faz vigente.
A única justificativa seria uma escrita vívida
Isto é, algum escrito para que se possa existir
O que não é nada simples como leem por aí
Pois é num poema que somos alguém de fato,
Por mais humanizador que seja o tal escritor
O mesmo sempre morre na própria transição
Digo, falece em si entre um poema ou outro.


0 Estranharam:
Postar um comentário