terça-feira, 27 de maio de 2014

Projétil de gente


Se carrego uma granada junto a mim
Alojada no que seria então o coração
É porque o amor tende a explodir-me
Nesse afundo em forma de trincheira
Onde teu silêncio se faz numa guerra.
É como se até ti tudo fosse catástrofe
Um campo minado ao redor do corpo
Que faz de nós um namoro de faíscas
Preste a incendiar qualquer estrondo.
Mas caso queira bombear tal estouro
Dei-me ao menos um abraço suicida!
Daqueles que fazem destroços ósseos
E até palpitam um sangue inflamável.
Neste caso, nosso sentimento atômico
Nada mais é do que algo apocalíptico
Nem mesmo cabe em outro epicentro
Ou quem sabe no nuclear de alguém
Sendo você Hiroshima e eu Nagasaki.

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