sexta-feira, 9 de maio de 2014

Saussure for agora!


Não se traduz uma língua
Se o paladar já fala por si
Num sabor de vocabulário
Ou em verbete desbocado.
O amor torna-se poliglota
Quando é beijo de língua
E chuvisca o céu da boca
Com a saliva mais silábica
Até tocar o cerne da úvula.
Nesta linguística tão nossa
De pronunciar tais sentires
Faz de nós então bilíngues
Que entre leituras bilabiais
Selam um idioma namorado.

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