sábado, 16 de maio de 2015

O TOC do poema


Eu que nunca deveria ter amado
Sabendo das minhas limitações.

O amor é um tanto doentio
Quando um dos envolvidos
Não sabe dominar seus instintos.

Neste caso, trata-se de mim:
Alguém incapaz de olhar nos olhos
E dizer qualquer palavra
Que pareça então - lógica e sensata
Perto de alguém.

E foi assim que me deparei com você:
Tão normal...
Que aquilo me atraía,
Você - não tinha todos os atributos que um homem desejara
Mas tinha o essencial:
Me ver como um de vocês.

E não era.
Realmente não era...
Como eu, que mal conseguia atravessar a rua
Sem ter alguma fobia que impedisse isso
Poderia então AMAR!?

Isso me parecia estranho
Mas ao mesmo tempo
Um tipo de brincadeira audaciosa,
Onde poderia fingir ser alguém
Ser - como os outros.

Você foi a primeira instigar em mim tal
De alguma forma, queria ajudar também
A me encontrar
E talvez ser seu par
Um comparsa de outra conversa
Ou seja, teu álibi nessa loucura
Que é viver um pouco mais.

E, de fato
Você procurou a pessoa certa
Pelo menos nessa parte
De ser doido.

Que tropeça nos dedos
Atropela os sentidos...
Levanta o peito e grita:

Eu te amo!
Muito!
Do tamanho que não pode ser!
Algo comum!
De ser só amor!

Amor!?
Ah não...
De novo!?
Me ferrei então...

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