domingo, 3 de maio de 2015
Víseu
Eu - que depois de tanto porre
E também, em outras porradas
Apanho na ideia de ser mártir:
Mais um bêbado que não volta
Para sua casa de origem (isolada)
Que não cabe sequer um vômito!
Quantas vezes eu alucinei por isso...
Uma dose de adrenalina pelo corpo
Até atingir um grau de inconsciência
Que satisfizesse meus esquecimentos,
Uma lombra que não me permite sair
Daquela bolha que há entre eu e você.
Um beijo emporcalha o valor da boca
Palavras que se repetem numa só voz:
Vocês são todos um bando de perfeitos!
É isso que posso dizer - até nos defeitos.
De fato, essa ressaca resulte em algo amanhã
Talvez, nunca. Pois, de toda dor que já existe
Esta de querer ser - quem dilui no último gole
Vai nos levar a um óbito, num Sábado à noite.


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