terça-feira, 2 de junho de 2015

A menina de letras miúdas


Sim, havia uma menina de letras miúdas
Que forçava a vista para com suas grandezas
Logo, escrevia sob o detalhe de um microscópio
Toda suas desavenças que lhe eram então hipotéticas
Principalmente sobre uma vida que não só existia em si.

Um belo dia, ela resolveu se apaixonar por outro alguém
Que pudesse então ler cada versinho ali camuflado na sua voz
E por fim, entender que o amor mora também nos detalhes sutis.

De fato, isso aconteceu na velocidade de um átomo em caos
O coração pouco pode fazer diante daquele leitor tão minucioso
Que nem se ateve a timidez da menina ao confidenciar seus beijos.

E foi na mesma boca que ela proferiu um tom mais de despedida
Afinal, a menina cresceu e consigo cresceram também as letras miúdas
Que não são mais as mesmas depois que conheceu o amor nas pequenas coisas
Amor este que não acaba no viés da palavra e nem na subjetividade das entrelinhas
Até porque a menina que aqui escreve é apenas um ser pequeno diante de tanto mundo...

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