sexta-feira, 5 de junho de 2015

Morri, venci


Sou do tipo que não vai nem pro próprio enterro
Já me basta os aplausos que finalizam minha ida
Para um lugar cheio de terra e muitos micróbios.

Quando eu morrer vou ver um mundaréu de gente
Dos conhecidos até os que se aproveitam da festa
Sim, com bebida e tudo! Sapateando meu túmulo.

Vão fazer todas aquelas orações que só elogiam
Afinal, um bom defunto é aquele bem bajulado
Para que tenha uma cova só pra ele, tão solitário.

Claro que esperamos sempre uma boa companhia
Daquelas que dividem o mesmo relento noturno
Para prosear sobre a vida já vivida que logo acaba.

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