domingo, 7 de junho de 2015

Um poema sempre acontece


Você se acha dolorida demais
E logo eu que ouço suas dores
Sem pensar que tenho comigo
Tantas profundezas do mundo.

Não me responsabilizo por ser
Alguém que sempre aconselha
Outro erro que ninguém repete
Afinal, você se sente tão maior
Que nem sequer me ver abaixo.

Onde está quem tira teu sorriso?
Quem que sempre lhe abandona
Num altar que você mesmo fez?
Os príncipes vão e voltam até ti
Mas nunca presenciam sua falta.

Sou eu, por mais ridículo que seja
Que se dispõe a te olhar no escuro
E por fim, dizer algo já pessimista
Que, por muitas vezes, se torna tal
No amor que nunca mais vivemos.

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