domingo, 14 de junho de 2015

F-agulha


Do amor a gente entende pouco
Mas da dor meu amigo, sei bem.


O que seria de mim se não fosse louco?
Ou acreditasse num ateísmo de Améns?

Escrevo por natureza
Outra fala sem beleza
Estética, estática...
Escrever é uma matemática!
(E dos versos!)

Não de números (aos meros)
Não de nomes (aos homens)
O nosso amor é outro
Do outro! Nos outros!

Enfim...
É na dor que te trago
Num coração ou num cigarro
Fumado, defumado...
O que importa é que te levo
Bem leve, pena que breve
Também, meu bem.

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