quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Amorai
Por que mesmo assim insistimos em descrever o amor?
Se o mesmo ganha-se uma nova concepção a cada dia,
De tanto olhares, surgem essas novas paixonites da vida
Instantâneas, ao ponto de nem ao menos virar um verso.
O amor é desse jeito, é assim e quem sabe também assado,
Queima à flor da pele e fervilha o de mais fértil na nossa mente
Talvez até de uma forma tão mentirosa, num brilho de verdade
Pois nem sempre ou pelo mero acaso, pensamos o que sentimos
Ou vice-versa mesmo, o amor pode e deve ser algo racional,
Neste caso, não há razão maior neste mundo do que amar...
É tão óbvio que com o tempo tornou-se um sentimento raro.
Tem quem diga que isto seria um trabalho para os tais poetas
Pelo contrário, é força motriz destes nós tão pós-modernos
Quem me dera, o poema nada mais é que um lembrete do amor
Para não cair no esquecer de seguir o passado e voltar no futuro.
Mas o que seria do poeta, logo ser em si, sem todo esse amor?
Não sabemos se existiria o desemprego dentro de toda poesia
Se o ofício de rimar tais vidas e obras estariam mesmo escassas
De uma mão-de-obra braçal que exige acima de tudo, o amor!
No salário-mínimo de tanto amar e de também ser amado...
Enfim, o amor é trabalhoso mesmo no lucro que é viver o hoje.


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