Sem amor: não há poesia e nem sexo?!
Embebedam-se tanto na mesma fonte
Embriagam, brigam na lógica sem nexo
Amantes e rimas: faremos aos montes!
Sim claro, tem aqueles mais suportáveis
Escritos à carne, entre o transe e a transa
Mas por que ex(c)ita em tantos papéis?
Declamar toda depravação às vezes cansa,
E quando aquela prostituta fica tão musa!
De verso, eu revezo de bruços na cama
Insônia sonhada por Sônia, ela sim usa...
A volúpia que lhe apetecesse e até ama
Finge orgasmo ao ler tudo sem gaguejos
Só grita; como eco dentro do oco de nós.
Quatro paredes e estamos reféns dum par
Ou até mais! Pois toda vergonha fica a sós.
A poética é sempre puberdade do ancião
É a palavra per(in)vertida em arte obscena,
O amor então traveste-se, se
No bordel dos corpos/do corpus até então
Funde-se a fogosidade que enfim esfria...
Aí digo e faço: O mundo é oral! (apenas).


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