quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Vencimento
Desfaço-me em toda carne
A vida é sua tal transição
Entre o nascer e o morrer
Nem mais, nem menos.
O passado virá amanhã
Atrasado como o futuro
Estico todos os ponteiros
Para ter recesso desta vida.
Embate é também empate
De mim com tantos outros
(A rivalidade individualista)
Sou eu meu maior inimigo!
O corpo é tatame contínuo
Um ex-vilão e recém-herói
Nem protagonista de si sabe
Aprende e repreende o mal
Que foi bom antes dele vir.
E que se faça poesia à mão!
Nos punhos ensanguentados
Arte e luta são sinônimos
Resistência pra quem existe
Ao menos num intervalo.
A maior batalha é acordar
O sonho é vitória de muitos
Até minha em pesadelos!
Mas não sou bom vencedor
Perco-me e por certo hábito.


0 Estranharam:
Postar um comentário