Eu sei, sou enfeite do mundo
Talvez, um viajante paralítico
Pelo livre-arbítrio de ser preso!
No cárcere que é cada átomo:
Lá parado me sentindo nêutron
Ligo um elétron e então faleço.
A finalidade até então é só a morte
Quem sabe, sou poeira de gente
Entulho dos meus antepassadosPorém, tenho amnésia do futuro,
Por que responder tal incógnita?
Que nos difere em ser outro igual.
Até tento, ser universo por dentro
De toda célula que explode assim
Mas há tantas galáxias em mim!
Que me perco em qualquer limbo,
Enfim, sendo aluado em tal órbita:
Do meteorito aterrissado nesta pele
Até o ano-luz que ainda não chega...


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