quarta-feira, 16 de abril de 2014

Bendito furto


Pare! Mãos ao alto!
Isso aqui é um poema!
Ops! Uma tentativa!
Não sei! Sou novato!
Talvez seja o último!
Mas passe logo tudo!
O que tem de valor aí!
Do papel até os versos!
As rimas! Toda estrofe!
O que há de belo e feio!
Eu quero suas palavras!
Sou um ladrão letrado!
Sei bem o quanto custa!
Escrever esses crimes!
Que assaltam as almas!
E deixa-nos aqui reféns!


Não me venha com metáforas!
Essas suas verdades falseadas!
Elas não aliviam minha sentença!
Escrever é está livremente preso!
Condenado por ser tão inocente!
Puro! Como a poeira que dá a vida!


Pouco importa tanto clímax de si!
O que quero ainda não tem nome!
Só quero o que já foi então escrito!
E é você, poeta vitimado no existir!
Que vai me dar o eu lírico que preciso!
Talvez você nem necessite tanto dele!
Sabe poeta, poderia até tirar sua vida!
Mas não, o mundo se encarregará disso!
Ou até você mesmo! Criminoso como eu!


(E lá se foi mais um poema roubado a qualquer custo...)

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