domingo, 6 de abril de 2014
Guerridos
Esforço-me tanto para ser um fraco
O tipo de fragilidade quase heroica
Pois tanta bravura gera um suicídio
Na lógica, perder é uma vitória sã,
Todo mérito tem sua consequência
E só aquele sem equilíbrio consigo
Necessita expor sua glória aí afora.
E o pior: o fracasso tende ao pódio
Não que os pessimistas eternizem
Mas a façanha agora é empatar-se
Sim, fingindo-se de morto na vida
Manter-se neutro, nulo e ambíguo
Onde estão aqueles antagonistas?
Me parece que o padrão é passivo
Ninguém quer ser um protagonista
Nem mesmo de si, imita-se o outro
Tudo homogêneo e sem aforismos
Esqueceram do detalhe defeituoso
Claro, o ser é erro maior de fábrica
Até Deus tem seu arrependimento!
Oras, qualquer um tenta ser mártir
Os ídolos se fazem mais pequenos
A maior grandeza é insignificante
Faltam-se grandes feitos entre nós
O mundo desmente suas epopeias
Nunca tivemos força para falecer.
Talvez seja essa a tal grande honra
Simplesmente ir até onde é o fim
Sem mais nem menos: acabar-se!
Viemos nesse intuito básico aqui
Esqueça todos nossos vilões atrás
Maior inimigo é só o fato de ser
E tentar fazer história a ninguém.


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