segunda-feira, 21 de abril de 2014

No? Surprise!


É doído sim
Mentir e ser
Outro poeta
Cheio de si
Mas infeliz.
E dói viver
Amar longe
Ao escrever,
Dizer-se culto
Que me fere
Nesta carne
E noutra carne.
Eu - ser gente
Ainda sinto-me
As dores afora,
Não direi a ti
Pois sou normal
Ou finjo bem.
Logo, calamos
Respondo tudo
No verso meu
E de todo nós.
Doendo sobre
Virei sozinho
Sendo sozinho
Sem companhia
E permaneço...
Parece espera
Ex-pectativa!
Mesmo nada
Juntamente só
Ali, aguardo
Tua surpresa
Fim de solidão
Minha, nossa
Aí, eternizada.

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